A brasa queima meus pés, devo estar no inferno que não enxergo nada além das minhas cicatrizes fexando a cada passo. Estou a procurar um anjo, aquele que me tire desse mar fervente onde não consigo sentir dor, mas sim a agonia da agonia. Esse anjo está longe, mas ele vem, aguardando anciosamente a voltar desse ser(…)
a saudade realmente é grande, você até briga comigo por conta disso.
eu sei, mas não posso conter, afinal, amar também é sentir saudade.
Meu amigo escreveu este poema. Perguntou se eu me identificava
A felicidade viajou e deixou o poeta a ver navios, a contar os aviões, a dar valor as carroças.
Não se passa um segundo que ele não pense.
E ela lá nas longes terras: fotografa, ri, observa a paisagem, mas está incompleta, deseja voltar.
Felicidade sabe que se ficar sozinha não terá sentido ser feliz.
O pobre poeta ansioso pelas 20 eternidades restantes: anda de um lado a outro da casa.
O telefone sobre o antigo móvel não toca, as mensagens de email zeradas.
Tempo parado. Amor no peito esparramado. Saudade aguda e violenta.
Do outro lado, felicidade risca dias no calendário, faz votos de chegar rápido…
E de tanta ansiedade o coração quase salta pela boca.
Será que a eternidade de agora não acaba nunca.
(Danilo Floriano)
Ele nem sabe que tenho esse blog, mas ele sabe o quanto sinto por ela.
Obrigado meu amigo