Num antigo mosteiro budista, um jovem monge perguntou ao mestre:
- Mestre, como faço para não me aborrecer com as pessoas? Algumas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes, sinto ódio vindo das que são mentirosas e sofro com as que me insultam.
- Vive como as flores. – aconselhou o mestre.
- Como é viver como as flores? – perguntou o discípulo.
- Repara nas flores. – continuou o mestre, apontando as flores que cresciam no jardim.
- Elas nascem na terra suja, no entanto, são puras e perfumadas.
- Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, sem permitir que o azedume da terra manche a frescura das suas pétalas.
- É justo angustiares-te com as tuas próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros te importunem. Os defeitos deles são deles e não teus.
- Rejeita todo o mal que vem de fora e aceita todo o bem que venha até ti.
- Quando o conseguires, estarás a viver como as flores.

Você começa a escrever numa escuridão e não sente se está errando ou está fazendo certo. ainda não é possível saber se você pula linhas ou deixa as palavras juntas, erros de concordancia, simplesmente você está fazendo. continue e não olhe para o que foi feito na linha que está acima do próximo parágrafo até porque você não vai conseguir ver. não exite! faça. agora um raio de luz bate na ponta da sua caneta e você escrever mais devagar, faz com que suas palavras fiquem coerentes e o texto tenha assunto. Mas já está parando? é difícil? não. Não pare, continue a escrever e venha a acender a luz. Agora o cenário vai te dar uma inspiração, você ficará com vontade de fazer mais um texto ou prolongar o que está sendo escrito. Faça! É até difícil no começo, mas você aprende, não é? Isso mesmo.. agora você nota que está escrevendo até melhor. O texto é grande e as linhas que estão lá em cima foram borradas e mal escritas, o cuidado agora é total e nada pode fazer com que você erre.
Inspirado em mim mesmo, por conta que hoje tenho você, minha luz.